13.9.17

Claro que poderia imaginar

Não o penso o que quero...
Estou sempre a ser submetido a pulsões exteriores ( e estas impedem-me de saber o que quero.) Quanto às interiores, há muito que aprendi a recalcá-las..., o que mata o pensamento...
Claro que poderia imaginar, mas para quê se as imagens são perceções falseadas!
Submeto-me, assim, à vontade dos outros (já desisti de os contrariar) que, talvez, não pensem o que querem, mas que, afinal, não cuidam de saber se as imagens são verdadeiras ou falsas, até porque muitos se contentam com o reflexo luminoso no fundo do poço.

Espero que não espreitem cada palavra, mesmo que vos digam que se trata de metáfora, porque sob a palavra não há nada. Talvez a possam virar do avesso, e segui-la a ver se compreendem porque é que não penso o que quero...