27.2.11

A traição da saudação…

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A Junta de Freguesia quer que os visitantes, ao passarem sob este original “arco de triunfo”, se sintam como se estivessem em casa. Os franceses, no entanto, terão que reflectir um pouco mais sobre o que os espera…! - Talvez as “mulheres com história” do Carnaval de Loures…

26.2.11

Sobreposição de memórias…

Quando o presente quer ser digno do passado.

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Presença esquecida de um outro tempo.

Como se fosse necessário duplicar a presença desse outro tempo em que os cabelos dos salgueiros reflectiam  O Almonda.

25.2.11

A semana que finda…

Nesta semana que finda, temo que a Líbia se torne num verdadeiro inferno para um povo que ousa sonhar com a libertação do déspota que o oprime há 42 anos.

Portugal, em nome do apregoado realismo económico, não resistiu a uma aliança espúria que, agora, irá agravar a nossa situação financeira. Continuamos a não saber escolher os aliados!

Entretanto, aqui mais perto, o abuso de poder e a falta de respeito ameaçam virar enxurrada… E nem vale a pena referir esses maus exemplos tão eloquentes eles se afiguram.

De facto, os exemplos só deveriam ser apontados para ajudar a desbravar caminhos!

23.2.11

Subitamente…

Desatámos a olhar para o mapa… sem GPS, desatámos a descobrir países: a Tunísia, o Egito, o Iémen, a Argélia e, agora, a Líbia. Pouco nos interessa quem lá vive! Tudo gira em torno dos estrangeiros, do petróleo e do gás! A ordem tácita é evacuar os estrangeiros e fechar as portas aos povos em fuga!

Entretanto, os velhos tiranos recusam-se a abandonar o poder, massacrando as populações, ou, em alternativa, cedem o poder aos seus acólitos, em nome dos interesses locais e transnacionais… E tudo porque nas últimas décadas, o Ocidente preferiu a cumplicidade à hombridade.

Mas, afinal, que podemos nós fazer? Governados por figuras dúbias, olhamos o mapa e nada enxergamos!

22.2.11

A bandeja…

O que é que fazemos quando tudo nos é servido numa bandeja de prata?

O que é que fazemos quando a bandeja se encontra vazia?

O que é que fazemos quando já não sobra qualquer  bandeja?

- Piores do que cães, mordemos.Há mesmo quem não saiba fazer outra coisa!

Parece que é esse o grande desígnio da educação em Portugal: MORDER.

19.2.11

18.2.11

outrora agora

 

Bem antes de Cristo, Antístenes, mestre dos Cínicos, ensinou que a única comunidade aceitável é a dos cães, que sabem mendigar e nunca se acanham.

Entretanto, Cristo trouxe a lição do pudor e do arrependimento, e com isso uma multitude de sectários que caritativamente exercem a censura e a mentira… condenam a ambição e, poços de cobiça, amortalham a esperança…

Em nome do quê?

16.2.11

Impulsos contrários…

P1010046Chove, venta, neva mesmo… as árvores burguesas tombam sobre automóveis incautos e os guarda-chuvas chineses naufragam na via pública. As imagens de telhados revoltos, de campanários esventrados, de populares aterrados, apesar dos santinhos, entram-nos pela casa dentro… Tudo de foguete como se o fim num ápice se aproximasse!

As greves em empresas ruinosas proliferam alheias ao estado das centenas de milhares de desempregados… sem perceberem que de empregados grevistas passarão rapidamente a descartáveis, bastando uma abordagem sistémica do problema da dívida para que a maioria das empresas públicas sejam definitivamente encerradas.

Se à ventania nada podemos opor, o mesmo já não se pode dizer no que respeita à insensatez da gestão dos recursos públicos: BASTA!

13.2.11

Casa–Museu Dr. Anastácio Gonçalves

A seguir pelas propostas que faz...

No areinho, Douro_Silva PortoNo centro da Cidade de Lisboa, revisito uma casa-museu fantástica, mandada construir pelo pintor José Malhoa, e que mais tarde foi adquirida pelo oftalmologista Dr. Anastácio Gonçalves, coleccionador de mobiliário dos séculos XVII e XVIII e de pintura naturalista, designadamente de SILVA PORTO… Todo esse acervo se encontra exposto, deixando-nos antever o gosto e a riqueza do homem nascido em Alcanena, terra de curtumes que certamente não serão alheios à constituição deste magnífico património…

Esta nova visita trouxe-me a necessidade de esclarecer a génese do Grupo do Leão (1880-1888). Por volta de 1880, Silva Porto, regressado de Paris, onde fora discípulo de Daubigny, tomou conta da cadeira de pintura da Escola de Belas-Artes de Lisboa e criou à sua volta um ambiente de vivo entusiasmo. A cervejaria "Leão" era o seu ponto de encontro com amigos, admiradores e discípulos.

(João Vaz, António Ramalho, Cipriano Martins, Columbano Bordalo Pinheiro, Rafael Bordalo Pinheiro, José Rodrigues Vieira,  Silva Porto José Malhoa, Moura Girão, Henrique Pinto, José Ribeiro Cristino integraram o referido grupo.)

No Outono de 1881, começaram a juntar ideias para a primeira exposição do grupo, que acabou por decorrer nas Salas da Sociedade de Geografia. A "Exposição dos Quadros Modernos", como lhe chamaram, abriu em 15 de Dezembro de 1881. O catálogo foi ilustrado com desenhos dos expositores, gravados em zinco - novidade gráfica daquele tempo. O público acorreu, interessou-se e comprou muitas obras.

12.2.11

Pingarelhos…

Enquanto que, no Egipto, os generais contam as armas e redistribuem as comendas, e o povo celebra nas ruas a ilusão, por aqui armamos ao pingarelho: o Bloco de Esquerda sonha que tem do seu lado mais de 50% dos portugueses; o PSD faz de conta que se preocupa com a sorte do povo e por isso adia a decisão há muito tomada – deixar ao PS a aplicação da política ruinosa dos credores; o PCP, pudico, dá ares de cortesã ultrajada e promete avançar orgulhosamente com a sua moçãozinha; o CDS, enredado na farsa de plebiscitar o pequeno «duce», mas pronto a avançar para qualquer poleiro… enquanto o PS continua a encenar histrionicamente a morte da Pátria, lavando as mãos olímpicas…

Bom seria que a revolta saísse à rua, livre de grilhetas, e varresse a cambada que há longos anos saqueia a Pátria! Mas como se o saque nos corrói desde a fundação?

11.2.11

A caminho…

Entregar o poder às Forças Armadas Egípcias é abrir o caminho para o abismo. Nas ruas e na caserna erguer-se-á uma oligarquia cimentada no ódio aos Estados Unidos e a Israel.

Esta satisfação ocidental em torno da partida de Mubarak mais não é do que um golpe de mágica para confundir o povo egípcio e mundo árabe.

De qualquer modo a ilusão é do Ocidente, pois o mundo islâmico não corre atrás da democracia! A laicização do mundo árabe não passa de uma fantasia ocidental!

8.2.11

Falsos ídolos...

Quando os recursos são escassos, há sempre quem veja no seu trabalho grande mérito mesmo que nada traga de novo. Repetem-se as conclusões, mas, de verdade, este novo riquismo não passa de um indicador de luta pelo poder. Com mais ou menos SeguraNet, a pobreza moral, social e económica continua a alastrar. Mudam as ferramentas, cresce a velocidade da revolta, mas o mundo fica mais pobre, porque as novas linguagens continuam a ser feudo de sumos pontífices mais ou menos ocultos.
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6.2.11

Aqui é que se está bem!

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Tem tudo: água, luz e cor! E, sobretudo,como diria o Caeiro, não há humanos; só uma criança, loura… e árvores que crescem sem nos pedir autorização… e aves, diversas, que cantam sem rimas.
Nada, aqui, é pensado, tudo é natural, sem escola onde ir, a não ser que subamos a encosta…

5.2.11

Longe da cidade…

P1010013 A cor de fevereiro em flor…
P1010041 Azul sobreposto, longe do sonho imperial..
P1010046 Sol de inverno…

4.2.11

Penélope morreu de tédio?

(No dia 31 de Janeiro de 2011, Teatro Nacional D. Maria II)
Só um herdeiro português poderia pensar que Penélope pudesse morrer de tédio! Tecer projectos megalómanos, comer e beber,  cortejar são as únicas acções que valem um esforço.
A espera de Penélope mais não é do que a rejeição do tédio que resultaria da substituição do amado Ulisses por qualquer outro pretendente ambicioso…
Em GLÓRIA de Cláudia Lucas Chéu, o caminho é o do ensimesmamento de Telémaco (PATHOS), a braços com um sentimento espúrio que lhe atira o discurso para a revolta contra um pai ausente que descura a mãe e a pátria (…) Os jogos de linguagem, o mimetismo e o calão tornam-se nucleares no texto dramático…, levando à assunção de um discurso frequentemente grotesco, porém salvo pela recriação de AlBANO JERÓNIMO.

2.2.11

O formigueiro…

 

Lisboa 045

Sempre que o boato (ou o mujimbo) avançar tímido, não acredite nessa morosidade…

Sempre que o Governo pede um empréstimo, a dívida aumenta exponencialmente… Sempre que um político faz uma promessa, o receio começa por crescer lentamente, para depois se transformar numa enorme desilusão.

Nas revoluções, assiste-se sempre a um crescimento exponencial dos revoltados e dos manifestantes. De acordo com esta lei, uma formiga pode tornar-se num formigueiro.Curiosamente, os governantes têm dificuldade em compreender este mecanismo. Mas, hoje, basta uma sms para incendiar a rua e o palácio.