30.9.17

Suspendo a má razão destes últimos anos

(Não era isto que eu queria referir. Absurdo, isto sem antecedente...)
Tive, quando, por perto não tinha papel nem caneta, intenção de mostrar os cogumelos que no dia anterior tinham desabrochado no velho tronco, só que, naquele momento, apercebi-me que alguém os tinha destruído, provavelmente, à biqueirada. Ainda saquei da câmara fotográfica, mas a manhã cinzenta ou a falta de jeito devolveram-me uma imagem imprecisa - e essa imagem persiste, embora não seja editável.
Tudo surge impreciso nos bastidores da certeza anunciada. E eu, descrente, medito sobre todos aqueles que nunca puderam votar, sobre todos os que perderam a vida para que todos pudéssemos votar. Suspendo a má razão destes últimos anos e conto os metros que me separam da mesa de voto, de todas as mesas de voto, não vá surgir alguém que as queira suprimir, como está acontecer nessa outra parte da Ibéria intolerante...