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30.3.15

Lisboa degradada e doente...

No centro da capital, a irregularidade do piso já tem barbas. Nem os milhares de turistas que por ali circulam comovem os dirigentes do município!
As duas fotos que aqui deixo são de um hospital da capital. Numa, à vista e à mão de todos, o contador do gás da instalação hospitalar. Na outra, o pavilhão que acolhe os utentes que ali se veem obrigados, amontoados, a esperar longamente pelas análises ao sangue... Se, para infelicidade sua, precisarem de fazer no mesmo dia um raio X e um eletrocardiograma, então os utentes devem levar bússola ou gps...



Em síntese, os sinais de degradação urbanística proliferam por toda a parte... E a população cada vez mais doente, mais conformada, senão mesmo anestesiada...
Infelizmente, o presidente do câmara, que quer governar o país, não foi capaz nestes últimos anos de pôr termo à derrocada, embora se ufane de, ao contrário do governo, ter diminuído significativamente a dívida do município...
Bem sei que o senhor presidente sempre poderá responder que a culpa da irregularidade do piso é das colinas, e que a culpa da degradação dos hospitais é do governo pois não avançou com a construção do grande hospital central de Lisboa. Até porque os atuais terrenos hospitalares poderão vir a ser o novo "ouro" do município... 

10.12.11

Em Marvila, na Igreja de Santo Agostinho


Às 16 horas, na Igreja de Santo Agostinho, em Marvila, Ana Paula Russo (canto) e Carlos Gutkin (guitarra) interpretaram, com rigor e virtuosismo, canções populares e tradicionais de natal e espirituais negros. 
A talha dourava o templo; os (in)fiéis respeitosamente batiam palmas.. Só os quadros, desbotados, escondiam as cenas que, outrora, empolgavam os devotos.
O sol, a espaços, espreitava pelas janelas, mas, envergonhado, cedeu o lugar às lâmpadas estrategicamente colocadas...
Enquanto tudo decorria, eu ia meditando na inutilidade dos armazéns que se foram acumulando e empurrando a igreja de Santo Agostinho para a linha de caminho de ferro...
Provavelmente, nada do que acabo de escrever se verifica nesta malfadada Lisboa!Traído pelas sensações, invento quadros grotescos em vez de exaltar a lucidez que nos governa, apesar de Lúcifer.