1.8.17

Se fôssemos realistas...

Se fôssemos realistas, saberíamos que a alegria é um luxo e que a tristeza é o estado natural do homem...
E não admira que a tristeza alastre, pois a prepotência é cada vez acutilante. A prepotência dos homens que não se importam de mentir, que não se importam de agredir, que não se importam de explorar, que não se importam de se atravessar no caminho, que não se importam de silenciar pela chantagem, pelo grito, simplesmente pela palavra sem direito a resposta... ou até pela omissão.
Se fôssemos realistas, não nos deixaríamos iludir pelos profetas da Desgraça nem pelos sonhadores irresponsáveis...

(Se fôssemos realistas, mudávamos mais vezes de lentes.)