22.1.18

O tic-tac

O tic-tac continua indiferente à presença ou à ausência...
É sempre o mesmo balanço! Não lhe pesam as pernas, nem o afligem as articulações. Passa adiante, sem querer saber se a chama continua mortiça ou se algum fulgor se eleva na hora do fim do dia... Nem quando a luz se apaga e a noite se inteiriça, o tic-tac deixa a cadência que, afinal, me preenche a alma ou a vontade que tenho de ter alma...
A alma do mito! Muito para além da história... só que fosse uma pétala que agitasse o jardim... ou este tic-tac que me possui...