5.8.14

Ilusões forçadas



Fico surpreendido ao olhar as duas fotografias. Na primeira, nem o jovem parece correr nem o mais velho parece estar parado. No entanto, na segunda, o jovem alcança o mais velho. Como? Na sequência, pensava que apenas um segundo separaria as duas imagens…

Na vida, as coisas não são muito diferentes. Até há pouco tempo, pensava que conhecia relativamente bem a transição da primeira república para o estado novo. Tudo me parecia ter decorrido com uma certa celeridade. Só que ao ler o primeiro volume de Salazar , de Filipe Ribeiro de Menezes, começo a perceber que a minha percepção da realidade histórica é demasiado frouxa e está contaminada quer pela propaganda do regime salazarista quer pela diabolização do regime democrático.

E é pena que tal me esteja a acontecer, pois é um pouco tarde para poder intervir na barbárie mental que nos rege… Tal como na minha infância havia uma casa das cobras na torre sineira da aldeia, hoje também há em nós um banco velho cheio de víboras…

A solução está em voltar-lhe as costas! Quanto às víboras, elas que se envenenem umas às outras!

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