25.5.18

Na ilha da Madeira

«Uma flexibilidade de 25% na forma como as escolas trabalham os currículos, fusão e permuta entre várias disciplinas, são algumas das ferramentas que as escolas vão poder beneficiar por via de um decreto de lei.» Tiago Brandão Rodrigues na ilha da Madeira

Com uma autonomia reduzida a 25% - para onde é que vão os restantes 75%? -, os professores, em nome do supremo interesse dos discentes, vão sentar-se a discutir graciosamente os pontos em que os curricula se interpenetram ou, até, os pontos em que a inteligibilidade de uns depende da aquisição dos outros... Será que estão preparados para tal tarefa?
Em reuniões breves e clarividentes, serão construídos 'transprojetos' - que a pluri - e a interdisciplinaridade já tiveram melhores dias! - a executar no próximo ano letivo... se a opção não for a da corrosão disciplinar (fusão)... tudo apadrinhado pelas novas tecnologias de bolso que, entre outras soluções fabulosas, vão finalmente libertar os docentes da agrura de corrigir e classificar testes e exames...  Se se optar pela corrosão disciplinar (fusão) é mesmo possível acabar com o conceito de "ano letivo"...
Pessoalmente, acho que o ministério de educação só falha nos 75% que vai querer controlar, porque se decretasse a autonomia a 100% até poderia encerrar as escolas, despedir os professores...
Desta vez, não vou querer cair para o lado da autonomia... não sei se estão a acompanhar...