Valeria a pena saber se, na verdade, o empréstimo a 99 anos para amortizar a dívida acumulada em 1902, na sequência da bancarrota de 1892-93, foi saldado em 2001. Ou se antes, quando e como?
Um olhar despreconceituado… ou talvez não. A verdade é tudo o que nós ignoramos.
30.4.13
A sociedade de informação
Valeria a pena saber se, na verdade, o empréstimo a 99 anos para amortizar a dívida acumulada em 1902, na sequência da bancarrota de 1892-93, foi saldado em 2001. Ou se antes, quando e como?
28.4.13
Escrever sobre...
27.4.13
O vento frio
Desta vez, não foi necessário soltar os cavalos; o balanço dos pinheiros foi um indicador suficiente para afugentar os mais friorentos.
De qualquer modo, ainda fui a tempo de revisitar a aldeia e, sobretudo, de espreitar a Ilha das Garças. Aos milhares, esvoaçavam para quem as quisesse ver. Infelizmente, as fotos não dão conta da realidade!
(O fotógrafo não chega a ser amador, e o equipamento deixa muito a desejar!)
26.4.13
Ali perto, os jornaleiros
25.4.13
Numa hora…
Eu, a pé, desperto para a novidade que, afinal, é apenas mudança cíclica ou sinal de morte prematura. As flores de abril cumprem a função de nutrir as abelhas… e as formigas de abril, indiferentes aos pés que as podem calcar, transportam o pão para galerias que só a elas dizem respeito…
E eu que sei que abril divide, caminho para o rio oculto até que o caudal barrento começa a espreitar por entre um arvoredo sequioso e impenitente…
Na outra margem, um trator cumpre a função de preparar o terreno para nova colheita, e as aves, intermitentemente, transportam-me para a foz…
24.4.13
Hoje, na Biblioteca central
23.4.13
Ele mora num campo rubro de papoilas
22.4.13
50.000 alunos já viram Felizmente Há Luar!
21.4.13
Um olhar demorado
in Manhã Submersa, 1954
Na verdade, o equídeo mais não é do que o «corcel negro» que vinha buscar o Gaudêncio, a mando daquele Deus, que ele ousara desafiar ao questionar a sua existência, libertando António Lopes da incómoda questão, e deixando-o livre para se entregar à incessante busca do que em si se perdera ao entrar no seminário - a MULHER.
Tempo primordial
20.4.13
Ser voluntário
19.4.13
Palavras cunhadas
Será certamente essa uma das razões porque a memória me devolve a incómoda presença de Vergílio Ferreira:
18.4.13
Um dia com Luís Vaz…
Com tantos Camões a limpar a fachada, a disfarçar as rachas das paredes, a varrer o pólen dos plátanos, amanhã, a escola vai estar um brinquinho!
Mesmo que as cartas náuticas tenham sido recolhidas, nenhum aluno, émulo do Poeta, chegará atrasado e deixará de catrapiscar a colega do lado. E, sobretudo, nenhum perderá a oportunidade de ser feliz!
|
A segunda, a D. Francisco de AlmeidaHeliogábalo zombava Das pessoas convidadas, E de sorte as enganava, Que as iguarias que dava Vinham nos pratos pintadas. Não temais tal travessura, Pois já não pode ser nova; Que a ceia está mui segura De vos não vir em pintura, Mas há-de vir toda em trova. | A terceira, a Heitor da SilveiraCeia não a papareis; Contudo, por que não minta, Pera beber achareis, Não Caparica, mas tinta, E mil coisas que papeis. E torceis o focinho Com esta anfibologia? Pois sabei que a Poesia Vós dá aqui tinta por vinho E papéis por iguaria. |
17.4.13
Prece
sem o propósito de ser simples.
Saberia assim sofrer com mais calma
rir com mais graça.
E saberia amar sem precipitações.
Nas minhas ironias haveria generosidade.
Nas minhas amarguras
haveria conformação e paciência.
(...)
Eu queria ser simples naturalmente
sem saber que existia a simplicidade.
JORGE BARBOSA, Claridade, Janeiro 1947
16.4.13
A Natureza em Manhã Submersa
15.4.13
Manhã Submersa
Leio e releio Manhã Submersa, de Vergílio Ferreira, e só encontro silêncio, solidão, ocultação, noite, medo, pavor, pesadelo, inferno, demónios ( solitário e carnal), censura, crime (pecado), castigo (físico e psicológico), castração, amputação, MORTE.
As estações estão lá, mas anoitecidas, pavorosas, como se fossem pedregulhos prontos a esmagar os Gaudêncios, os Gamas e os Lopes. A natureza é um lugar horrendo (locus horrendus): «O vulto grande das árvores crescia na escuridão, como faces lôbregas que avançassem aos urros para mim. Mas eu corria sempre, tropeçando nos canteiros, tropeçando no meu horror, até que finalmente me atirei para um banco junto a um tanque de águas mortas.»
As árvores, as águas, o silêncio, a noite, as vozes são a expressão da morte lenta de jovens que, no íntimo, apesar de não terem projeto de vida, a única vocação que pressentiam era a do sangue, da seiva, da libertação…
A outra vocação era lhes imposta pela origem humilde, pelo «ódio infeliz de uma fome que não se cumpriu».
Por instantes deixo-me surpreender pela placidez da natureza de maio: «No pequeno jardim do Seminário rescendiam as violetas, os campos em redor estavam verdes de promessa, e no ar cálido, ao escurecer, ecoava brandamente a memória breve do dia. À noite fazia-se a devoção do mês de Maria com flores, luzes e cânticos. Era uma devoção bonita, literária como o Natal e cuja unção nós explorávamos frequentemente nos exercícios de Português.»
Afinal, maio era uma devoção literária!
/MCG
14.4.13
Mil Regos, ontem e hoje
Pelo menos, o estacionamento deixará de olhar o mar! E tudo, à volta, fica com um ar mais limpo!
Esperemos que a modernização dos equipamentos não esconda qualquer favorecimento e consequente enriquecimento ilícito…
13.4.13
Flores deste Abril
12.4.13
Património desvalorizado
Ninguém sabe quanto vale o património português na Balança da Europa.
De tempos a tempos, regresso ao Convento de Cristo, em Tomar, e saio de lá com a sensação de que nem tudo é feito para lhe devolver a dignidade que ele merece como monumento representativo da identidade portuguesa.
Portugueses e estrangeiros continuam a deparar-se com a fachada degradada, apesar do restauro que tem sido feito no interior.
|
11.4.13
Em Constância a lenda perdura
10.4.13
Filtros
9.4.13
Encontro com João Tordo
(Organização do evento: António Souto com a prestimosa ajuda de Maria Teresa Saborida)
8.4.13
A amnésia de Nuno Crato
Finalmente, sei bem que Nuno Crato não acabará com a renda que paga ao ensino privado e confessional, poderia, todavia, encerrar e vender uma boa parte dos edifícios que acoitam uma multiplicidade de serviços supérfluos e dados a experimentalismos bacocos.
7.4.13
O Plano A
6.4.13
O plano B
5.4.13
Enfim, tudo passa...
Não sabe o Tempo ter firmeza em nada;
E nossa vida escassa
Foge tão apressada
Que quando se começa é acabada.»
Luís de Camões, excerto de Ode IX
4.4.13
A avaliação externa
3.4.13
Seminal
2.4.13
O seminário
1.4.13
O embuste
Vej’eu as gentes andar revolvendo,
e mudando aginha os corações
do que põen antre si as nações;
e já m’eu aquesto vou aprendendo
e ora cedo mais aprenderei:
a quen poser preito, mentir-lho-ei,
e assi irei melhor guarecendo.
Pero Mafaldo (excerto de serventês moral)
A tradição avaliza a mentira, dando ao indivíduo um meio de combater a impostura coletiva…
Recentemente, a mentira, que, tempos atrás, era designada de “não verdade” ou de “inverdade” ganhou nova roupagem: o embuste. Termo de origem obscura, bem mais disfemístico do que os anteriores.
Curiosamente, o vocábulo embuste é, sobretudo, utilizado por quem se habituou a viver de ardis e não tem medo de mentir porque sabe que lida com trambiqueiros.
Para evitar a multiplicação dos trapaceiros, melhor seria que apostássemos permanentemente na procura da verdade. E, consequentemente, na denúncia sistemática da mentira, do embuste, da trapaça, do logro, da intrujice, da peta, da patranha, da aldrabice…